quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Sem lei, sem educação

Lendo jornal virtual me deparei com essa notícia, que vale a pena ser lida inteira.

http://extra.globo.com/famosos/fabio-assuncao-multado-por-jogar-lixo-em-rua-do-rio-desabafa-constrangido-envergonhado-10363627.html

Resumindo:
Fábio Assunção fumou um cigarro ao terminar uma viagem (chato) e jogou sua bituca no chão.
Assume o erro durante a reportagem, irá pagar multa, mas tenta justificar seu erro dizendo que não há informações no local. Sobre o que? Não poder jogar bituca no chão??? Algum dia pode? Serio mesmo, seu Fábio?

Cade a educação de casa? 

Leis reeducam!

E se não esta escrito em lugar nenhum, escrevo aqui: não jogue lixo no chão! Guarde suas sujeiras na mão ou no bolso até a próxima lixeira. Sabe qual é? Aquele baldinho cheio de coisas que ninguém quer mais.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Sem carne na Quaresma é ruim? É viver uma vida sem direitos?

Greve. Assistindo ao jornal, escutei a notícia que a greve dos bancários terminou. Hoje tenho um modo de vida que me permite ir pouco ou nada ao banco. Uso dinheiro de plástico e caixa eletrônico.

Só.

Mesmo assim, me lembrei hoje de como estamos rendidos ao sistema bancário. Os únicos que fazem greve e conseguem algo.

Professor, o responsável pelo crescimento ideológico de uma nação, recebe borrachada nas costas. E não apenas no Rio de Janeiro, em Juazeiro do Norte professor toma borrachadas morais ao ter salário reduzido em até 40%. Vergonha. Aqui em São José dos Campos já acorreram situações semelhantes, apenas pouco divulgadas.

Me paressem gastos inadequados de Energia do ser humano essa valorização de um papel.
Humanos inadequados.

domingo, 13 de outubro de 2013

Coelhos brancos e seus buracos mágicos

Lendo Alice no País das Maravilhas e vivendo, iniciei uma busca por coelhos brancos.

Eles iriam aparecer quando eu menos esperasse, iriam levar os atentos por novos mundos e essa viagem proporcionaria liberdade e algo de criatividade ao retornar ao mundo normal.

Encontrei muitos coelhos brancos, segui alguns. Outros, por medo, apenas vi passar. Consegui perceber quando pessoas ao meu redor tornavam-se Alices e iniciavam sua jornada.

Aprendi com meus coelhos e, algumas vezes, com o coelhos dos outros.

E seguindo essa jornada do herói, não fui apenas heroína das minhas histórias, na verdade meu papel predileto, talvez, seria a lagarta enigmática que senta em cima do cogumelo que possui o efeito de aumentar e diminuir ao ser comido.

Essa medida é difícil e sempre irá depender em qual mundo você, ou a Alice, esta.




quinta-feira, 11 de abril de 2013

E se cada um fizesse sua parte?


Essa busca pelo poder é tão estranha.
Mas achei um ponto de vista, o meu ponto de vista.

Tentando entender achei dois padrões e, apenas como exemplo, usarei os nomes Globo e Record para tentar caracterizar os personagens que me incomodam.
Reparem, apesar de o nome ser muito parecido com o de emissoras de televisão, não é delas que estou falando. Estou falando de pessoas que eu conheço, mas para não ser processada, vou usar esses nomes fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.

As duas gostam de muito poder. Brigam por poder. Poder, seus benefícios e suas sujeiras: dinheiro, status, ego, melindre. Melindre, meu predileto.

A Globo gosta de mandar em tudo, gosta de tudo milimetricamente marcando e combinado. Não gosta que ninguém, nenhum de seus funcionários (amigos, parceiros), sobreponha seu nome. Não gosta de improvisos, gosta de controle. Controlar tudo. Todos que pensam igual são bem vindos. Caso não pense, deprecia o nome do desgosto. Eventualmente, para não parecer rancoroso.

A Record gosta de poder e aceitação. Ponto. Ela quer é ser aceita. Faz de tudo, inclusive, perder o senso do ridículo para obter atenção.

As duas são poderosas. E não precisar da ajuda e influência delas, quer dizer corte da lista dos bons e marcação automática na lista negra. 

Essas pessoas me irritam.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Pés para o ar, cabeça no chão

Eu presa nesse vórtice temporal, onde por alguma regra da física que eu não consigo explicar, estou parada em um momento.

Vejo tudo acontecendo ao meu redor em tempos diferentes, mas para mim, o tempo esta parado. O ponteiro do relógio, aquele dos segundos, caminha vagarosamente.

Isso faz com que tudo aconteça e eu nada. Minha reação não chega no tempo certo de realmente interferir.
No meu caso, eu juro que tento fazer algo, mas inexoravelmente nada consigo evitar ou causar.
O tempo que eu vejo não é o mesmo que eu sinto.
Essa zona de conforto causa desconforto.
A imobilidade não é palavra que acompanhe músculos e sinapses.

Essa condição de espectadora e observadora, as experiências causa/efeito e todos os desenrolares desse momento, proporcionam lições, bloqueios, aprendizagem, traumas, entendimentos, desinteligências, premonições, insights, prefácios, epitáfios, enfim, catarses. 
E contos.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Maioridade e a maldade


Pensando no sofá.

Os noticiários divulgam suas matérias com suas diferentes abordagens. Mas todos os canais divulgam constantemente notícias de menores cometendo (?) delitos, infringindo a lei.
Defendem enfaticamente e mudança do Estatuto da Criança e do Adolescente, e percebo que todas as camadas da sociedade pedem a tal da redução da maioridade.
Na prática, acredito que seria mais ou menos assim: praticou o ato ilícito, as penalidades da lei são aplicadas, sem restrições, a partir dos 16 anos e não dos 18 anos, como a lei vigente.

Mas a verdade é tão mais complexa, filosófica e reflexiva.

Não são os jovens que cometem crime mais cedo. A sociedade sempre foi e sempre será reflexo de si mesma.
Muitos animais, inclusive os mamíferos, aprendem a ser adultos observando seus adultos. Também com brincadeiras, situações de estresse, ouvindo não. Mas principalmente observando o comportamento dos pais e familiares (clãs). Posteriormente, aprendem também convivendo com grupos semelhantes e grupos distintos. Nessas relações observamos os comportamentos que irão proporcionar memórias e, também e até (porque não), emoções.

Memória, grosseiramente, é a gravação no nosso cérebro de alguma experiência vivida. Quando estamos vivendo uma experiências, os estímulos percorrem os neurônios por um caminho. São milhões de neuronios e infinitas possibilidades. Memória é refazer exatamente o mesmo caminho. No mundo das hipóteses (sou nova nisso), aprender é fazer com que o nosso cérebro seja reflexo de outro cérebro, como um ESPELHO.

O jovem é sim responsável pelo que faz, mas a questão não é reduzir a maioridade, mas entender que o comportamento violento do jovem é reflexo da sociedade que esta inserida. O comportamento do jovem é resultado dos comportamento dos adultos. E esse ciclo seguirá até que a sociedade pare, de alguma forma, esse comportamento.
Esse 'de alguma forma' é o X da questão, ninguém sabe. Mas nos mostraremos realmente evoluídos se soubermos dialogar e ponderar.

E temos que aceitar que não aceitamos sermos corrigidos. Mudar é uma palavra que tem peso em nossas vidas e culpa é uma herança cristã pesada, praticamente um fardo. Junte vaidade. O nome desses pecados para a evolução seria freio. Em qualquer idade. 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Dois cafés e as férias, por favor


Acabei de descobrir, não na internet, que o paulistano, moradores da cidade de São Paulo passam, em média, 27 dias no trânsito por ano!

Como assim? Isso é quase um mês de férias!

Férias: aquele tempo que merecemos depois de trabalhar durante um ano. Não importa se é trabalho ou emprego, não importa se a profissão trás felicidade. Só não tem direito as férias o trabalho escravo e dona de casa. 

E o paulistano? Na verdade, as férias de quem mora em São Paulo e vive preso no trânsito é um desconto! É um pedaço da vida devolvido. Por isso, essas pobres pessoas mereciam duas férias!

Onde eu trabalho, perto de uma colina Hobbit, sempre conversamos sobre o que faríamos se ganhássemos muito dinheiro, como uma loteria, bilhete premiado ou feijões mágicos. 

Nessas conversas percebo as pessoas longe, imaginando.... e poucas dizem o que realmente fariam. Com milhões, alguns dizem que continuariam trabalhando...escuto muito a frase : muito tempo sem fazer nada, cansa. 
Nessa hora, ouço uma voz interior: será? Acho que não, hein...ficar sem fazer nada deve ser uma delícia!

Mas quer saber? Cansada como eu estou, assistindo todas aquelas pessoas atulhadas dentro de um ônibus em São Paulo, transporte de carga.
Some aí também uma descrença na humanidade e um toque de pânico super normal pré apocalíptico, hoje, com pouquíssimo dinheiro, dois milhões, eu ficava uma vida sem fazer nada.