quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Personagens




Ontem estive em São Paulo. Sou menina do interior e moro, como já dito aqui, em um Buraco de Minhoca.
Nunca morei em São Paulo, mas por mais motivos do que seria capaz se escrever aqui, sempre visitei São Paulo. Sempre que consigo, uso transporte público para ficar olhando pela janela, tentando entender a cidade grande. Coisa meio boba. E já vi de tudo.

Uma vez, madrugada, peguei um taxi e o motorista era o Travis Bickle. Ele estava contando alguma história e eu maravilhada de estar ao lado dele. Passamos embaixo do Minhocão, havia água nas poças da chuva da noite anterior e eu tomei um banho! Literalmente! A água entrou pela janela, horizontal. Irreal! Mas quando limpei os olhos, Travis estava rindo.

E ontem encontrei outra pessoa. A Sra. Crack. Ela é onipresente. E me desculpem a heresia, mas se faz mais perceptível do que o outro ser onipresente que eu conheço.
Mesmo quando ela não estava dentro de um cachimbo, era possível ver o seu rastro de destruição e degradação do ser humano.

Ao lado das igrejas, nas escadarias, em todas as esquinas, em parques. Andei na região central e não consegui identificar um metro quadrado sem a Sra. Crack olhando sorraterairamente .... Percebi um leve sorriso em seus lábios.

domingo, 25 de novembro de 2012

Sair do Buraco de Minhoca

Hoje tentei sair de onde eu moro. Não moro muito longe, mas tenho carona para ir, mas não para voltar os quase 60 quilomentros.

Então consultei a internet. Uso muito a internet, gosto muito da palavra hiperlink e passo a maior parte do meu dia na internet, não somente nos sites sociais....

Não sei se eu que estou sendo chata, mas fiz todos os tipos de busca: procurei pela empresa de ônibus, procurei pelo site do município, procurei pela rodoviária. Consegui em suposto número

Consegui os horários do ônibus somente ligando mais de três vezes, aqui o telefone (somente) celular é meio Morto.

E com todas essas dificuldades, não sou capaz de colocar os horários aqui, não confio 100% na informação que ouvi.

Gosto da transparência e clareza. Tento ser clara e gosto de coisas de fácil acesso/busca/procura.

Escrevo pausadamente porque fiquei P ___A da vida. E esse 'conto' é na verdade um URGH.....

sábado, 19 de maio de 2012

Buraco de Minhoca

Em muitos momentos da minha vida penso no Einstein, nem entendo direito. Por isso penso nele, esta além da minha compreensão e eu quero entender.

Uma das coisas que me fez pensar é o tal de Buraco de Minhoca. Viajar no espaço. Sem envelhecer. Pular espaços.

Não consigo imaginar como seria isso. Lá. No espaço.

Sou curiosa. Quando eu era criança também. E adorava túneis.  Hoje, andando por aí, passei por um. Eu estava lendo Guia do Mochileiro das Galáxias e, sem ser o tema central do livro, os personagens viajam pelo espaço. O tema central desse livro é o sarcasmo do Universo, da Vida e Tudo mais.

Misturando tudo isso e tecnologia, fiz um video em menos de dois minutos. 

Com tudo isso, não acho que saí desse túnel da mesma forma que entrei.



segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Consumo

Todos fazemos parte da sociedade capitalista de consumo selvagem.
Semana passada me chamou atenção uma notícia sobre a revolta dos franceses com a união do seu herói nacional Asterix e umas das empresas símbolo do capitalismo (para alguns, tal empresa É o capitalismo...).
Interessante comparar as imagens do que o desenhista e escritor idealizaram e como o mcdonalds deixou.A sensação de bom que eu sentia ao terminar de ler o gibi, passou. Sim, ainda sou escrava de tal rede de fastfood, mesmo que não mais como antes. Não por força de vontade talvez, mas por distância geográfica. Infelizmente para resistir, preciso me afastar.

Aqui, tal consumismo desenfreado é menor sim, mas existe. A última foto é de um morro em São Francisco, na beira de uma estrada de terra. A foto é duas dimensões, mas é tirada de baixo de um baita morro, em cima a estrada, debaixo a cachoeira e no meio nascentes! E o que tem junto com as nascentes, um sofá, lixo, muito lixo!!
Lixo deixa de ser parte do ciclo, passa a ser sobra do capitalismo e uma péssima sobra, destrutiva, poluída, feia.

Original, de Urdezo e Goscinny
Propaganda
Final da cadeia (em qualquer lugar, inclusive aqui): lixo

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Mundinho



E tem gente que vai, tem gente que volta. Mas sem isso, onde estariam as histórias?

terça-feira, 13 de julho de 2010

Conversas de Inverno

Não falando de casos estranhos presentes na atual sensacionalista mídia, mas tentando provar que tudo começa aqui, nesse vórtice temporal, tem o caso de Sebastião Cadela. Vivia debaixo da ponte de concreto com quinze cães grandes, andava para cima e para baixo com os cachorros atrás, contava piada e era cigano.
Ele e os cachorros, pela cidade até a ponte, da ponte para a cidade. A ponte fica em umas das estradas não civilizadas, ou seja, de terra.
Acontece que o Bastião Cadela envelheceu e aqui começou a chover, chovia forte, chovia e o Bastião Cadela debaixo da ponte. Parou a chuva, dias depois. Mais uns dias e nada do Bastião. Até que começam a procurar debaixo da ponte, que apesar de ser de não estrada, lá um mundo existe de cachorros. Sebastião Cadela gostava de cana e cigarro, passou mal, chuva, morreu, debaixo da ponte. Os cachorros, todos grandes, começaram com um comportamento típico de mamíferos carnívoros. Começam a mexer no membro da matilha que não se move, puxam com a pata, mordiscam ... até que saí sangue, vira filme de terror e o Bastião vira comida de cachorro, o Cadela foi comido.
Acharam tudo dele, em pedaços espalhados por debaixo da ponte, na beira do rio. Menos um braço, da altura do cotovelo até os dedos.
Dizem por aqui que não se deve passar pela ponte a pé, principalmente à noite. Pode aparecer uma mão, andando atrás de você, correndo nos cinco dedos, procurando sabe-se lá o que.
Além deste, outra historieta fantasmagórica. Quando a linha não opera entre Monteiro Lobato e São Francisco na madrugada, o viajante sem mais opções caminha pela madrugada. Aparece um caminhão de leite e oferece carona, na boleia, junto com os garrafões de leite. Quando o viajante tenta puxar conversa, o caminhão já esta no portal do distrito, viajante entregue. Se der sorte é deixado na porta de casa ou sítio.
Desde vida trágica ou romances pré-adolescentes, tudo começa aqui. 

Local dos relatos

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Limpeza do Rio do Peixe

Neste Sábado, dia 5 de Junho, o grupo de voluntários reuniu-se para a Limpeza do Rio do Peixe, em São Francisco Xavier/SJC.
Mesmo com frio, seguindo a tradição de anos, o grupo entrou para retirar toda sujeira encontrada no caminho.
No fim, para esquentar, todos almoçaram juntos e comemoraram mais um dia de trabalho. Confira as fotos.
Grupo de Vonluntários saindo da praça e indo para o local de início dessa limpeza.

Outra parte do grupo ficou preparando o almoço.

E já começamos bem!

 O lixo recolido dentro e nas margens do rio.

Almoço para todos!! 

 
Agradecimentos.

O sol só apareceu na hora de ir embora.


Percorremos apenas um pequeno trecho do rio, cerca de dois quilometros, mas a quantidade de lixo é impressionante! Continuaremos limpando outro trecho do rio daqui dois meses!