Aí tem o Zé. Doze anos, bom aluno, esperto, educado e feliz. Não tem pai nem mãe. Criado pela tia que recolhe lixo. Quando penso em tudo que o Zé pode e não pode, meu estômago embrulha. Outro dia entrei no mercado local e ele estava trabalhando. Ele me viu, acenou. Fiquei feliz. Pensei que se lhe faltava algo, ele estava correndo atrás.
Ao sair, esbarrei em um grupo de alunos da mesma sala que o Zé indo jogar bola na praça.
Investimento em educação? Diminuição da maioridade penal?
Não me venha com seu discurso sem realidade, mundo cruel.