domingo, 20 de abril de 2014

Sobre Educação e Tatuagem

Faz um tempo que não escrevo no meu querido diário em primeira pessoa, minhas histórias.
Continuo gostando de shows de realidade, bastante. Assisto muito jornais, muitos. E reality shows.

Sobre comida, cachorros, plantas, casas, ecoloucos, zoológicos, pessoas, polícia, bolos, decoração, babás, saúde e bem estar, fotografia, aquários. Meus preferidos são os reality shows sobre selva: homem perdido na selva, homens perdidos, casais, pessoas que escaparam para contar. Adoro a parte do fazer fogo. Programas de esportes moldes reality shows então ... nossa ... Gosto de um que tem o título verdadeiro 'a vida que eu queria'.

São programas que escarram que vivemos em forma de zoológico e  que independente de qualquer critica, a audiência fez com que é isso que temos para hoje e eu adoro tirar o melhor. Enfim, aprendo com eles horrores sobre o ser humano.

No trabalho, sou professora do ensino fundamental e médio, e essa será a semana de conselho de classe. Onde a pergunta básica que devemos fazer é: como ensinar melhor e como aprender melhor. 

E olhe só... Assistindo um programa de tatuagens, onde tatuadores são analisados por suas tatuagens. Lembrei desse bendito conselho. 
O programa de realidade e tatuagens é temático, uma semana testam as texturas, na outra as linhas. Tem toda uma estrutura narrativa bem amarada. Um bom programa. E nessa competição pessoas são tatuadas. Muitas são ótimas tatuagens, afinal são escolhidos para competir os melhores. Mas algumas, tatuagens horríveis! Serio mesmo, H O R R Í V E I S!!! Todas as tatuagens são analisadas e os tatuadores criticados.

Mas fiquei pensando na pessoa que participou desse programa e ganhou meio segundo de fama (nem isso) e uma tatuagem horrível.

No conselho de classe faço de tudo para pai e aluno entenderem que eu não tenho uma varinha mágica, não consigo enfiar o conhecimento dentro da cabeça do aluno. Sou uma pessoa normal que sabe trabalhar, fazer, ensinar, corrigir, trabalhar, fazer, ensinar, corrigir, fazer. E ao contrário desse reality show, ninguém pode ser passivo, precisamos fazer juntos. Todos devemos participar de um movimento em busca do conhecimento. 
Se e quando alunos, pais e professores são omissos, as marcas, as tatuagens são permanentes e podem ser horríveis. 

Podemos dar um jeito sempre. Somos seres humanos em eterna construção e aprendizagem, mas a escola pode virar uma tatuagem horrível na vida.

E mesmo que todos vejam o erro, é preciso algo mais. Na nossa vida o programa não acaba e começa e outro. É preciso não apenas criticar e procurar os culpados. Não é preciso de uma mesa de júri procurando os erros, é preciso uma mesa composta por pessoas dispostas a fazer algo para que nosso corpo seja coberto por tatuagens que tenhamos orgulho. 


segunda-feira, 14 de abril de 2014

Comida sempre será pasto

Sempre fico triste ao pensar que quem entende de comida hoje em dia tem que fazer faculdade.

Sim, sempre o estudo é preciso e ainda bem que existem faculdades que buscam pesquisar e validar conhecimentos novos e  populares. 

Mas fico com uma impressão que ninguém, inclusive eu, sabe cozinhar. 

Nem quero ir muito longe na história e discutir qualquer conceito, mas me parece que ontem começamos a construir muitas coisas e  terceriarizamos todos os setores, inclusive a comida. 

E não existe mais comer comida em casa.

Em casa se come pão com manteiga, macarrão e churrasco. Comida só em restaurantes por quilo, carrinhos de rua e, dependendo da renda, em restaurantes variados. O que também depende da localização geográfica.

E comer em casa?

Cheiro de casa onde a cozinha tem fogão ligado é diferente ... 

Cozinha do dia a dia. Difícil ou fácil, morando no buraco de minhoca, tive que aprender.