Continuo gostando de shows de realidade, bastante. Assisto muito jornais, muitos. E reality shows.
Sobre comida, cachorros, plantas, casas, ecoloucos, zoológicos, pessoas, polícia, bolos, decoração, babás, saúde e bem estar, fotografia, aquários. Meus preferidos são os reality shows sobre selva: homem perdido na selva, homens perdidos, casais, pessoas que escaparam para contar. Adoro a parte do fazer fogo. Programas de esportes moldes reality shows então ... nossa ... Gosto de um que tem o título verdadeiro 'a vida que eu queria'.
São programas que escarram que vivemos em forma de zoológico e que independente de qualquer critica, a audiência fez com que é isso que temos para hoje e eu adoro tirar o melhor. Enfim, aprendo com eles horrores sobre o ser humano.
No trabalho, sou professora do ensino fundamental e médio, e essa será a semana de conselho de classe. Onde a pergunta básica que devemos fazer é: como ensinar melhor e como aprender melhor.
E olhe só... Assistindo um programa de tatuagens, onde tatuadores são analisados por suas tatuagens. Lembrei desse bendito conselho.
O programa de realidade e tatuagens é temático, uma semana testam as texturas, na outra as linhas. Tem toda uma estrutura narrativa bem amarada. Um bom programa. E nessa competição pessoas são tatuadas. Muitas são ótimas tatuagens, afinal são escolhidos para competir os melhores. Mas algumas, tatuagens horríveis! Serio mesmo, H O R R Í V E I S!!! Todas as tatuagens são analisadas e os tatuadores criticados.
Mas fiquei pensando na pessoa que participou desse programa e ganhou meio segundo de fama (nem isso) e uma tatuagem horrível.
No conselho de classe faço de tudo para pai e aluno entenderem que eu não tenho uma varinha mágica, não consigo enfiar o conhecimento dentro da cabeça do aluno. Sou uma pessoa normal que sabe trabalhar, fazer, ensinar, corrigir, trabalhar, fazer, ensinar, corrigir, fazer. E ao contrário desse reality show, ninguém pode ser passivo, precisamos fazer juntos. Todos devemos participar de um movimento em busca do conhecimento.
Se e quando alunos, pais e professores são omissos, as marcas, as tatuagens são permanentes e podem ser horríveis.
Podemos dar um jeito sempre. Somos seres humanos em eterna construção e aprendizagem, mas a escola pode virar uma tatuagem horrível na vida.
E mesmo que todos vejam o erro, é preciso algo mais. Na nossa vida o programa não acaba e começa e outro. É preciso não apenas criticar e procurar os culpados. Não é preciso de uma mesa de júri procurando os erros, é preciso uma mesa composta por pessoas dispostas a fazer algo para que nosso corpo seja coberto por tatuagens que tenhamos orgulho.

