domingo, 8 de dezembro de 2013

Eu me organizando posso desorganizar

As desigualdades sempre me irritaram. Meu Buraco de Minhoca é uma lugar cheio de injustiças. 

E daí?

Daí que nada. As leis existem onde as pessoas querem que ela exista. E aqui as leis não são as escritas.
Na verdade, tudo o que acontece aqui, também acontece em qualquer parte do planeta, em qualquer cidade do universo. Só que aqui é pequeno e dentro de um vale, geograficamente estamos inseridos em uma grota de paredes altas. Portanto as histórias ecoam, reverberam e aparecem. Todos os poucos habitantes discutem. A vida de um é a vida de outro e a transformação de sociedade civilizada cheia de leis  em um caos ordenado, onde todos cuidam da vida de todos e a necessidade das leis se defez. Não por imposição. Mas pela naturalidade das discussões e da vivência, que afastam o fiel cidadão da lei.

Na verdade, sempre quis continuar estudando. Achei que tinha parado. Parei com o estudo das serpentes. Hoje, estudo comportamento humano. 

Como ele pode mudar tão rápido? 
Qual a capacidade do ser humano em adaptar-se a situações tão diferentes?
Até onde vai a imaginação humana?
Posso satisfazer todas as minhas vontades e não pensar no outro?
Quanta mentira posso contar até que descubram a verdade?
Como tantas pessoas e mentiras são necessários para manipular uma pessoa?
Quanto eu posso fingir que sei até descobrirem que nada sei?

E a minha preferida:

Por quanto tempo uma pessoa pode cuidar da vida dos outros e não da sua própria?


São perguntas que diariamente ecoam em minha cabeça vendo ações de outros.
Observo. 
Penso.

E tento levar minha vida, também com as minhas leis. 

Lembrei da religião de um mandamento do meu amigo: não faça para/com o outro o que você não quer para você.

 


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Re volta


Hoje muitas coisas aconteceram em minha vida pessoal, profissional, convencional e extraordinária.
Sem usar nome, pessoas ou lugares. Hoje cheguei a conclusão que a vida nunca irá me dar nada. Nada. Terei que batalhar por cada grão que um dia eu queira chamar de meu. E além de não me dar nada, em alguns momentos a vida, pessoas e ocasiões, irão lhe tirar tirar tudo ...

Mas eu cresci com filmes anos 80. Obrigada mãe.
E aprendi, com o Rock Balboa, que a vida não é a respeito de quando você aguenta bater, mas sobre quanto você aguenta apanhar.

Filme dos anos 80 me ensinaram que alguém tem que fazer algo a respeito dos problemas. Alguns acham que isso é heroísmo.

Eu acho que se tem algo para ser feito, é preciso ser feito.

Se existe injustiça, não sou eu que trarei a Justiça, mas irei procurar todos os meios para que a Justiça se faça por todos.

Ficção. Fantasia. Filme ruim. Gosto é gosto.

A vida imita a arte e seguindo a saga, existem os mensageiros.

Essa me encontrou hoje cedo. Considerei um aviso.



domingo, 27 de outubro de 2013

Horário de Verão

Todo mundo reclama do Horário de Verão. Muito cansaço e sono desregulado. Eu sempre amei o Horário de Verão. Na verdade, antes de começar eu sempre acho que estou perdendo uma hora de sol. O sol estava nascendo 5 e meia da manhã!! Acordava com a gritaria dos passarinhos. Hoje moro em uma roça, mas na cidade o único bicho que sobrevive são os pássaros, e todos os pássaros vespertinos não dependem de relógios de parede. O relógio é o Sol. Como o Sol acorda mais cedo na primavera e no verão, a cantoria começa sempre cedo. E eu também sou vespertina. Acordava, via a hora e voltava a dormir. Mas com os pássaros gritando pela janela, ficava um sentimento de estar perdendo algum babado que esta acontecendo ali no quintal. Aí começa o Horário de Verão e tudo se acerta. O Sol nasce, os pássaros cantam, o relógio toca e eu acordo. Tomo um banho e vou pro quintal estender roupa no varal. Porque cedo não chove mas toda tarde arma tempestade.


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Um pouco sobre a desorganização da mobilidade egoísta

Algumas pessoas que me conhecem sabem que sempre reclamei do trânsito, mais especificamente dos motoristas da minha cidade natal São José dos Campos, São Paulo. Não só reclamo como escuto muitas pessoas reclamarem. Muitos reclamam ... De outras cidades também. Mas me parece consenso, o trânsito de São José belisca a paciência de qualquer buda ou santo.
Sério, quem já dirigiu em mais de ... cinco cidades, sabe que o motorista daqui é lento. Andam todos na mesma velocidade, abaixo da media, em todas as faixas, impedindo a passagem. 
Não usam seta nem retrovisor traseiro. Retorvisor lateral ainda é idem opcional para alguns motoristas. Há imprudências comum, como motoristas que ao ver pedestre na faixa, aceleram, como que para atropelar! Acho que eles querem dar uma lição, e um ataque cardíaco, aos pedestre por puro fetiche
Em São José muitos pagam dois IPVA por cada veículo, para poderem dirigir no meio da rua. Sabe como é? Um carro. Duas faixas. E você atrás maluca!!
Me considero uma motoristas prudente. Então não estou falando que devemos correr, mas todos andam na velocidade que julgam prudente e ignoram as leis, que designam vias de tráfico intenso ou lento. Ordenando o caos.
Dirigir por São José me diverte e surpreende constantemente. 

O crescimento da população e da cidade fez com que novos motoristas, de diferentes origens aparecessem por aqui. 
Não sou nova, sempre observei o trânsito e a expansão. Achei que iria melhorar. A miscigenação, o crossing over, a mutação. 
A Seleção Natural, sabe?!

Não aconteceu, o trânsito, os motoristas em São José dos Campos permaneceram igualmente ruins. Não tenho embasamento cientifico para  afirmar que piorou. É só hipótese.
E agora, ainda lendo notícias virtuais, li que a Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de São José dos Campos esta sendo investigada (funcionários) por esquema de fraude pelo Detran e Corregedoria Geral da Administração, com o apoio da Polícia Civil.
Fraudes como compra de habilitações, sem que os alunos frequentassem as aulas. Má educação.
Fraudes como sumir com pontos de pessoas imprudentes, mal educadas, no trânsito. Essa prática mantém esses motoristas nas ruas fazendo as mesmas cagadas. 
Viva a sociedade que se organiza, marginaliza e toma. 

Ao dirigir em São José, ou qualquer outra cidade de homens corruptíveis, dirijam devagar, atenção redobrada e anjos da guarda atentos.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Sem lei, sem educação

Lendo jornal virtual me deparei com essa notícia, que vale a pena ser lida inteira.

http://extra.globo.com/famosos/fabio-assuncao-multado-por-jogar-lixo-em-rua-do-rio-desabafa-constrangido-envergonhado-10363627.html

Resumindo:
Fábio Assunção fumou um cigarro ao terminar uma viagem (chato) e jogou sua bituca no chão.
Assume o erro durante a reportagem, irá pagar multa, mas tenta justificar seu erro dizendo que não há informações no local. Sobre o que? Não poder jogar bituca no chão??? Algum dia pode? Serio mesmo, seu Fábio?

Cade a educação de casa? 

Leis reeducam!

E se não esta escrito em lugar nenhum, escrevo aqui: não jogue lixo no chão! Guarde suas sujeiras na mão ou no bolso até a próxima lixeira. Sabe qual é? Aquele baldinho cheio de coisas que ninguém quer mais.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Sem carne na Quaresma é ruim? É viver uma vida sem direitos?

Greve. Assistindo ao jornal, escutei a notícia que a greve dos bancários terminou. Hoje tenho um modo de vida que me permite ir pouco ou nada ao banco. Uso dinheiro de plástico e caixa eletrônico.

Só.

Mesmo assim, me lembrei hoje de como estamos rendidos ao sistema bancário. Os únicos que fazem greve e conseguem algo.

Professor, o responsável pelo crescimento ideológico de uma nação, recebe borrachada nas costas. E não apenas no Rio de Janeiro, em Juazeiro do Norte professor toma borrachadas morais ao ter salário reduzido em até 40%. Vergonha. Aqui em São José dos Campos já acorreram situações semelhantes, apenas pouco divulgadas.

Me paressem gastos inadequados de Energia do ser humano essa valorização de um papel.
Humanos inadequados.

domingo, 13 de outubro de 2013

Coelhos brancos e seus buracos mágicos

Lendo Alice no País das Maravilhas e vivendo, iniciei uma busca por coelhos brancos.

Eles iriam aparecer quando eu menos esperasse, iriam levar os atentos por novos mundos e essa viagem proporcionaria liberdade e algo de criatividade ao retornar ao mundo normal.

Encontrei muitos coelhos brancos, segui alguns. Outros, por medo, apenas vi passar. Consegui perceber quando pessoas ao meu redor tornavam-se Alices e iniciavam sua jornada.

Aprendi com meus coelhos e, algumas vezes, com o coelhos dos outros.

E seguindo essa jornada do herói, não fui apenas heroína das minhas histórias, na verdade meu papel predileto, talvez, seria a lagarta enigmática que senta em cima do cogumelo que possui o efeito de aumentar e diminuir ao ser comido.

Essa medida é difícil e sempre irá depender em qual mundo você, ou a Alice, esta.




quinta-feira, 11 de abril de 2013

E se cada um fizesse sua parte?


Essa busca pelo poder é tão estranha.
Mas achei um ponto de vista, o meu ponto de vista.

Tentando entender achei dois padrões e, apenas como exemplo, usarei os nomes Globo e Record para tentar caracterizar os personagens que me incomodam.
Reparem, apesar de o nome ser muito parecido com o de emissoras de televisão, não é delas que estou falando. Estou falando de pessoas que eu conheço, mas para não ser processada, vou usar esses nomes fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.

As duas gostam de muito poder. Brigam por poder. Poder, seus benefícios e suas sujeiras: dinheiro, status, ego, melindre. Melindre, meu predileto.

A Globo gosta de mandar em tudo, gosta de tudo milimetricamente marcando e combinado. Não gosta que ninguém, nenhum de seus funcionários (amigos, parceiros), sobreponha seu nome. Não gosta de improvisos, gosta de controle. Controlar tudo. Todos que pensam igual são bem vindos. Caso não pense, deprecia o nome do desgosto. Eventualmente, para não parecer rancoroso.

A Record gosta de poder e aceitação. Ponto. Ela quer é ser aceita. Faz de tudo, inclusive, perder o senso do ridículo para obter atenção.

As duas são poderosas. E não precisar da ajuda e influência delas, quer dizer corte da lista dos bons e marcação automática na lista negra. 

Essas pessoas me irritam.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Pés para o ar, cabeça no chão

Eu presa nesse vórtice temporal, onde por alguma regra da física que eu não consigo explicar, estou parada em um momento.

Vejo tudo acontecendo ao meu redor em tempos diferentes, mas para mim, o tempo esta parado. O ponteiro do relógio, aquele dos segundos, caminha vagarosamente.

Isso faz com que tudo aconteça e eu nada. Minha reação não chega no tempo certo de realmente interferir.
No meu caso, eu juro que tento fazer algo, mas inexoravelmente nada consigo evitar ou causar.
O tempo que eu vejo não é o mesmo que eu sinto.
Essa zona de conforto causa desconforto.
A imobilidade não é palavra que acompanhe músculos e sinapses.

Essa condição de espectadora e observadora, as experiências causa/efeito e todos os desenrolares desse momento, proporcionam lições, bloqueios, aprendizagem, traumas, entendimentos, desinteligências, premonições, insights, prefácios, epitáfios, enfim, catarses. 
E contos.